Quando olhamos para um bebê, normalmente vemos uma “cara de joelho” e um ser de corpo mole, que precisa de amparo para realizar qualquer ação. Mas o que não sabemos é se dentro daquela cabecinha se passa algum pensamento, algum raciocínio lógico sobre a vida e as coisas que nos cercam.
E é por essa ideia que a escritora Índigo nos leva em A maldição da moleira, livro lançado em 2007 pela editora Girafinha. Na pele de Heitor, um bebê de quatro meses, a campineira de 39 anos conta a história do personagem que adquiriu consciência depois de sua avó cometer um ato altamente não-recomendado pelos médicos – ou qualquer outra pessoa “sã”: apertar a moleira do menino.
Com um prólogo, 24 capítulos e um epílogo, o livro de 127 páginas conta as aventuras que o bebê vive ao começar a descobrir o mundo, como ver televisão, ir à primeira festinha de aniversário, o primeiro passeio ao parque, a convivência com o irmão, entre muitas outras. Todos os pensamentos que se passam na cabeça do pequeno Heitor são aqui relatados com muita diversão em uma narrativa fluída que não dá vontade de parar de ler.
A linguagem é simples, porém, a linha de pensamento da autora pode ser um tanto quanto elaborada para as crianças. De nós, adultos que já passamos por isso e agora até assistimos os filhos dos amigos passando por essa fase, a história arranca boas risadas e é uma ótima opção para quem quer distrair a mente dos problemas cotidianos. Em cima da linha que separa a realidade (apertar ou não a moleira?) da ficção (será que os bebês realmente pensam assim?), A maldição da moleira, definitivamente, é um livro para gente grande.

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