sexta-feira, 3 de julho de 2009

Para a vida.

Finalmente meu TCC tá começando a ter uma cara. Eu sei que ainda estou atrás de muitos dos meus amigos, mas é o meu tempo. E estou encarando isso no maior otimismo, sem pensar que não vai dar certo e não vou conseguir me formar. Eu vou conseguir. E se o meu livro não sair com aquele 10 que todos os formandos esperam, pra mim é válido da mesma maneira. Eu não preciso do 10. O que está por trás do meu trabalho é muito mais do que um simples 10; é uma lição de vida. E pra quem mudou de tema em meados de abril - uma loucura pra quem está no último ano - acho que estou me saindo muito bem. No aprendizado, não na produção.

Hoje fiz a segunda entrevista. Uma obstetra. O ambiente da conversa? Um lugar conhecido, onde me senti completamente à vontade: o Ypê. O Ypê é um buteco perto de casa, buteco em que costumo ir com amigos com frequência. E o melhor, a sugestão foi dela. Simplesmente uma coincidência.

Em meio a cigarros, cervejas, hamburgeres e batata frita com muita maionese, conversamos por quase duas horas sobre partos naturais, cesáreas, hospitais e, o mais importante de tudo, bem-estar. Quem olha para aquela médica, de bata verde, calça jeans, falando palavrão, fumando e bebendo, nem imagina que ela tenha 43 anos e três filhos, o mais velho de 21 anos. Eu diria que, no máximo, aquela mulher tem 35 anos.

Além de responder às perguntas mais óbvias, algumas até, hum, bobas, mas tinha que pensar no trabalho, ela iluminou algumas dúvidas pessoais. Pensamentos que foram se formando conforme eu fui contando às pessoas sobre a escolha do tema do trabalho.

Definitivamente, parto natural é uma das coisas mais belas - senão a mais - pela qual uma mulher pode passar. Estou mudando meu jeito de pensar e se me perguntam sobre o meu tema, eu respondo: "o parto é uma celebração à vida! Por que transformá-lo em algo cruel, ruim e tratar como se fosse uma doença? Viva o natural!"

É... Parece que vai sair. E espero que eu consiga passar a experiência dessas mulheres fantásticas e desmistificar uma parte do que envolve o nascimento de uma nova vida, principalmente se ele acontece em casa.

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